UnB se une ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para capacitação de médicos
- 13 de mar.
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Atualizado: 18 de mar.
O curso on-line “UBS Acessível e Inclusiva” tem objetivo de capacitar médicos do Programa Médicos pelo Brasil para atenderem pessoas com deficiência
Fonte: Gabriela Cardoso/Secom UnB

Foto: Gabriela Cardoso/Secom UnB
Curso UBS Acessível e Inclusiva é ministrado para cerca de três mil profissionais do SUS para aprimorar o atendimento a pessoas com deficiência. Em ação inédita, a Universidade de Brasília, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), lançou o curso on-line UBS Acessível e Inclusiva para capacitação de cerca de três mil médicos bolsistas da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS). O objetivo é promover um acesso humanizado e de qualidade às pessoas com deficiências (PCDs) em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O lançamento do curso foi realizado em transmissão no YouTube, em 17 de fevereiro. Representando a reitora Rozana Naves, a decana de Extensão da UnB, Janaína Soares, afirmou: “É uma honra a Universidade trabalhar por uma vida mais simétrica, com mais justiça e com uma sociedade que consiga ver todos os cidadãos como pessoas com todas as suas potencialidades”.
A UnB trabalhou no desenvolvimento do curso por meio da ação de extensão Observatório Deficiência, vinculado ao Núcleo de Estudos em Saúde Pública (Nesp/Ceam/UnB), que estuda temáticas acerca de PCDs.
De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), cinco discentes da UnB estão cadastrados na ação de extensão. “São pesquisadores desde o nível da iniciação científica, do ensino médio, até professores, pesquisadores e colaboradores”, afirmou Éverton Pereira (DSC/UnB), professor que lidera o observatório e coordenador do curso UBS Acessível e Inclusiva.
Pereira ressaltou a relevância do curso: “A importância é sensibilizar os profissionais. Muito mais do que capacitar. Trata-se de sensibilizar, principalmente os médicos que atuam na atenção primária à saúde, a acolher as pessoas com deficiência na atenção básica”.
O curso UBS Acessível e Inclusiva integra o atual currículo para os médicos bolsistas da AgSUS, que fazem parte do Programa Médicos pelo Brasil, realizado pelo Governo Federal. O curso é ministrado por três professores: Éverton Pereira, da UnB; Érico Amorim, professor de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); e Marineia Resende, professora aposentada do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
COMO FUNCIONA? – Assíncrono, o curso de extensão tem carga horária de 30h. Conta com videoaulas, bibliografia complementar, exercícios e 30 tutores. As aulas começaram em 24 de fevereiro. Dividido em módulos semanais, terminará na data provável de 6 de abril.
O primeiro módulo se refere a conceitos básicos e legislação brasileiros para PCDs e o segundo retrata os desafios da atenção à PCD na Atenção Primária à Saúde (APS). O terceiro explica como construir um projeto de intervenção acerca da deficiência e saúde; o quatro aborda intersetorialidade, interprofissionalidade, deficiência e APS; o quinto é exercício prático no território e o sexto se trata da avaliação do projeto de intervenção realizado.
Com projetos de intervenção em quase três mil UBSs, a ideia é transformar e melhorar o acesso e a qualidade do atendimento das pessoas com deficiência nessas unidades. “E também auxiliar na formação desses profissionais médicos na temática da deficiência, pois temos visto como é precária”, ressalta Pereira.
Além do observatório, a Federação Nacional das Apaes (associações de pais e amigos de pessoas com deficiência) auxiliou o desenvolvimento do curso com as edições dos vídeos e recursos de acessibilidade, como Língua Brasileira de Sinais (Libras) e legendas.
FUTURO – A partir de retornos avaliativos dos participantes, a pretensão é aprimorar o material, produzir conhecimento científico a respeito da temática, em formato de projeto de pesquisa, e ofertar o curso novamente.
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